Mesmo que as mídias sociais existam efetivamente na vida das pessoas há menos de 10 anos, um hábito que já se tornou comum e até mesmo padrão quando se trata de novos lançamentos. É o famoso "Para que serve isso aqui?"
Eu sou capaz de apostar minha sobremesa de um mês inteiro que a primeira coisa que 98% das pessoas fizeram ao aceitar o convite do Orkut foi abrir, não entender nada e deixar o perfil largado por um tempo.
A You Pix fez um post há pouco tempo com os primeiros tweets de brasileiros e famosos e o que mais se tuitava era "Para que serve isso?", "Não entendi como funciona". Lembre do seu primeiro tweet e os primeiros tweets de amigos. Eram perguntas ou frases de desdém como "Não entendi o propósito disto aqui". Chega a ser irônico: as pessoas usavam perguntando como se usava.
Como no Brasil "aprendemos" a ser digitalmente sociais com o Orkut, tivemos uma reação parecida quando nossos amigos bacaninhas que faziam amigos no exterior começaram a migrar para o facebook. "Não entendi esse mural", "É muito poluído", "Para que serve isso se eu tenho Orkut?", "Qual o sentido de Farmville?".
Você, que é esperto, já percebeu que listei redes de extremo sucesso. Mesmo que hoje uma ou outra não esteja mais no seu auge, ou tenha virado um campo de batalha entre famílias coloridas e sertanejas, todas foram (ou ainda são) febres inegáveis.
E agora estamos no momento de "não entender o Google +". Pessoalmente, começo a achar que replicamos esse não entendimento mais por hábito do que por real ignorância.
Vamos lá, você sabe que é uma rede que pretende substituir o facebook, que você pode atualizar e ler status (como facebook e twitter), que pode colocar e ver fotos (como os lendários fotologs, orkut, facebook e flickr), que pode rankear os amigos (como algumas pessoas perdiam o tempo e se preocupavam fazer no orkut), e que não precisa de reciprocidade (como o twitter).
Você SABE disso, só não pratica lá porque acha que ainda não vale a pena. A maioria dos seus amigos ainda não teve saco para criar um perfil, ainda sente vergonha de rankear as pessoas com medo que eles descubram que não são tão importantes e ainda não se acostumou em não existir reciprocidade em uma lista de amigos.
Eu li algumas críticas contra o Google + que me pareceram bem infundadas, alguns elogios muito fervorosos e uma quantidade considerável de "Não sei o que fazer por aqui". Eu fiz algumas reflexões que pretendo dividir com vocês ao longo da semana (e ressuscitar mesmo que por pouco tempo este blog).
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