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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Como mensurar a força de um tweet?

Muitas pessoas não gostam de pesquisas que medem influência no twitter, acham que é uma ibopetização de uma ferramenta que funciona de uma maneira muito própria. Mas, verdade seja dita, para trabalhar com uma mídia devemos encontrar uma maneira de mensurá-la.

Já foi concluído que o número de seguidores não pode ser a única estatística levada em consideração. Existem fakes, pessoas que seguem perfis demais (ou seja, não prestam atenção em ninguém), aqueles que só seguem perfis que eventualmente tuitam promoções (os caça-prêmios) e etc. A Raquel Recuero já fez um post muito interessante com essa reflexão.

A pesquisa da Sysomos analisou 1,2 bilhões de tweets e percebeu que apenas 29% deles geram alguma reação como RT ou reply. A pesquisa é muito legal e vale uma estudada. Por exemplo, um dado interessante é que a maioria de RT e replys acontecem na primeira hora. Depois desse dado vou programar os tweets com links para os posts, ou com fatos relevantes da história, para se repetir a cada 1h30 e observar em que momento eles geram reação.Não vou ficar repetindo o que vocês podem ver na pesquisa, mas as dúvidas que eu senti.


Como podemos medir a influência dos outros 71% de tweets? Custo a acreditar que todo tweet interessante gere automaticamente um reply ou um RT. Aliás, senti falta de uma mensuração de links clicados e tweets favoritados, mas, mesmo assim, não acredito que a influência possa ser contabilizada apenas por essas reações.
Acredito que cada tuitada tenha uma natureza diferente e que cada público tenha uma reação diferente. Tweets favoritados contém links interessantes que precisam de tempo para leitura. RTs são mensagens que vão de tal maneira ao encontro do que o seguidor pensa/sente, que ele precisa reproduzir com as mesmas palavras. Replys são respostas, dúvidas ou complementações de ideias. E cliques podem ser gerados ou por texto muito convidativo, ou porque a pessoa segue o perfil com o propósito de acompanhar seus links - perfis de blogs e sites de notícia, por exemplo. (essa categorização é superficial e feita apenas para mostrar como as reações podem ser diferentes)


E existe o 5º tipo de tuitada, aquela que não gera nenhuma reação por ferramentas, mas pode muito bem gerar reações nas pessoas. Falo agora baseada na minha experiência pessoal de leitura e de conversa entre amigos. Eu leio 95% dos meus tweets. Rio de alguns, concordo com outros, mas não chego a "oficializar" 1/3 das minhas reações usando alguma das 4 ferramentas citadas. Em conversas fora da rede escuto frases como "Você leu a twittada de fulano?" e me pego contando para minha mãe, uma excluída digital por opção, que "eu li uma coisa na internet muito interessante" e digo uma tuitada que sequer rendeu um RT.


Um método de pesquisa aplicado a jornais e portais de notícias online que me cativou foi o Poynter eyetracking. A pesquisa é baseada em óculos especiais que um determinado grupo de pessoas usa para ler jornais e sites. O óculos mapeia o caminho que os olhos fazem pelas notícias. Torço para que na próxima pesquisa o twitter ainda seja uma ferramenta importante - porque nunca se sabe, né - e que ele seja incluído no eyetracking. Acho que seria a melhor maneira de pensarmos o que fazer com 71% das nossas tuitadas.

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